Na tenra idade eu não via tua imagem.
Se não te enxergava, não existias.
Hoje meu corpo tuas garras invadem
E sei que a mim faltam só alguns dias.
Mas... que é isto que me escurece a vista?
Mendaz, não eram dias! Só minutos...
Afasta-te. Permite que eu exista
Ao menos alguns instantes. Não muitos.
Sonegas-me o ar. És surda ao apelo
De quem, tal como ao ar, nunca te viu
E agora deseja manter-se cego.
Porém, teu rosto é nada, posso vê-lo.
Teu cheiro é triste, teu olhar é frio.
Arranca esta dor... e a ti eu me entrego.
Publicado em 15 de julho de 2008 às 18:27 por tanga
O__o
nunca pensei que morrer pudesse ser tão poético assim!