Falta de Enxada

Soneto da morte

Na tenra idade eu não via tua imagem.
Se não te enxergava, não existias.
Hoje meu corpo tuas garras invadem
E sei que a mim faltam só alguns dias.

Mas... que é isto que me escurece a vista?
Mendaz, não eram dias! Só minutos...
Afasta-te. Permite que eu exista
Ao menos alguns instantes. Não muitos.

Sonegas-me o ar. És surda ao apelo
De quem, tal como ao ar, nunca te viu
E agora deseja manter-se cego.

Porém, teu rosto é nada, posso vê-lo.
Teu cheiro é triste, teu olhar é frio.
Arranca esta dor... e a ti eu me entrego.

Publicado em 15 de julho de 2008 às 18:27 por tanga

Comentários

    • caraca!
      O__o
      nunca pensei que morrer pudesse ser tão poético assim!
    • por maven
    • 15.Jul.2008 às 23:16 - Permalink - Reportar
    maven
  1. Ana Liss
    • oi tanga!
      meu pai faleceu a tres meses
      sinto mta mta saudads dele!!tem horas q quse enlokeco pq foi do nada ele estava otimo e simplismente teve um enfarto e c foi!! gostaria mto q ele c comunicasse comigo saber como ele esta..
      me mandasse uma msg pq amo dmais meu pai eu sei q n depende dele mas c for possivel tenta uma comunicão com ele ficaria mto agradecida!!obrigada o nome dele é odilomar pohlmann..58 anos
    • por sabrina pohlmann
    • 10.Set.2008 às 15:29 - Permalink - Reportar
    sabrina pohlmann
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